Impeachment é falta de assunto

Hoje, na Folha de S. Paulo, Hélio Schwartsman cita uma frase pronunciada por José Dirceu em 1999:

“Qualquer deputado pode pedir à Mesa da Câmara a abertura de processo [de impeachment] contra o presidente da República. Dizer que isso é golpe é falta de assunto.”

O Antagonista, desde seu primeiro número, no dia da posse de Dilma Rousseff, sempre tratou o impeachment como um instrumento democrático e sempre imaginou que a Lava Jato acabaria trazendo a questão para o centro do debate.

Depois das denúncias de Pedro Barusco, porém, o impeachment tornou-se ridiculamente insuficiente. Se os investigadores forem capazes de demonstrar que o PT recebeu dinheiro de propina no exterior, o registro do partido tem de ser cancelado. Se houver a prova de que as campanhas presidenciais petistas foram azeitadas com dinheiro roubado, Lula e Dilma Rousseff têm de ser cassados. Se o PT desviou 200 milhões de dólares da Petrobras, seus responsáveis têm de ser presos.

O colunista da Folha de S. Paulo não deseja o impeachment de Dilma Rousseff. O Antagonista, a esta altura, também não: o impeachment não basta.

Impeachment não é golpe. Mas não basta.

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