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Inquérito do TSE não vai cassar mandato de Bolsonaro, mas pode inviabilizar reeleição

Estratégia do corregedor-eleitoral é coletar provas que sirvam à impugnação de uma eventual candidatura do presidente a segundo mandato
Inquérito do TSE não vai cassar mandato de Bolsonaro, mas pode inviabilizar reeleição
Reprodução

A abertura pelo TSE do inquérito administrativo para apurar as ameaças de Jair Bolsonaro às eleições de 2022 foi decidida após dias de reflexão do corregedor Luis Felipe Salomão com seus colegas de Corte. Ele se baseou também num estudo da área técnica, que entendeu ser o melhor caminho para a investigação — embora incomum.

Apelidado internamente de filhote do inquérito das Fake News, o procedimento eleitoral deve se concentrar na tomada de depoimentos, na perícia dos vídeos usados por Bolsonaro para questionar o voto eletrônico e até na eventual quebra de sigilos telefônico e telemático, a fim de averiguar a motivação por trás da live presidencial.

O TSE deve evitar um enfrentamento direto, deixando para um segundo momento o depoimento de Bolsonaro ou eventuais medidas cautelares, concentrando a primeira etapa da investigação nos assessores.

Na prática, segundo apurou O Antagonista, o objetivo do inquérito eleitoral é impedir a candidatura de Bolsonaro à reeleição.

Até outubro, quando termina seu mandato na Corregedoria, Salomão reunirá o máximo de provas, mas a investigação permanecerá aberta — assim como aquela conduzida por Moraes no STF.

A ideia não é concluir o inquérito, mas permitir que suas provas sejam usadas por adversários do presidente para impugnar sua candidatura sob alegação de ataques ao sistema eleitoral. Nesse caso, o TSE fará um julgamento rápido, tornando-o inelegível. 

 

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