Interferência de Bolsonaro poderia "colocar a PF em descrédito"

Edvandir Felix de Paiva, presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), comentou sobre a indicação de Jair Bolsonaro de que poderia interferir na escolha do chefe da PF no Rio de Janeiro.

O delegado disse à Folha que o presidente da República deve se limitar à escolha do diretor-geral da PF.

“Nós entendemos que a Presidência da República é a autoridade máxima e é óbvio que ele tem um poder de comando muito grande, mas em relação a órgãos de Estado, há uma proteção que ele mesmo, como estadista, deve garantir, inclusive com o apoio da legislação, para que a Polícia Federal fique blindada de qualquer interferência externa”, afirmou.

“O presidente, no máximo, deve nomear o diretor-geral, mas não deve descer aos cargos internos da Polícia Federal, sob pena de colocar a Polícia Federal em descrédito.”

Comentários

  • Marcos -

    O presidente da república é o chefe absoluto da PF, é seu comandante. Ele pode, portanto, nomear e afastar quem ele quiser. De qualquer escalão. Só não pode interferir em investigações.

  • Natan -

    Bolsonaro se tiver sorte será um Putin se tiver azar será um Maduro sem tropa.

  • Hepson -

    Presidente Bolsonaro, na condição de seu aliado recomendo que não seja centralizador. Delegue poderes a quem de direito e cobre tal responsabilidade do mesmo. Evite desgastar sua imagem.

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