Intervenção na Petrobras foi decidida em reunião à tarde no Palácio do Planalto

Intervenção na Petrobras foi decidida em reunião à tarde no Palácio do Planalto
Reprodução/TV BrasilGov

Como O Antagonista antecipou, Jair Bolsonaro já estava decidido a trocar o comando da Petrobras desde ontem. Mas a escolha de Joaquim Silva e Luna foi feita em reunião ministerial hoje à tarde no Palácio do Planalto.

Participaram do encontro Paulo Guedes, Bento Albuquerque, Braga Netto, Tarcísio Gomes, Luiz Ramos e Augusto Heleno.

Apesar de ter indicado Roberto Castello Branco para o cargo, Guedes não criou qualquer óbice ao presidente da República. Nos bastidores, comenta-se que teria até estimulado a troca. Antes de assumir Itaipu, Silva e Luna foi ministro da Defesa no governo Temer.

Emparedado pelos caminhoneiros que há semanas ameaçam parar, Bolsonaro vinha adotando discurso de não ingerência nos preços dos combustíveis e chegou a apresentar uma proposta de redução de ICMS para reduzir o valor na bomba.

A medida, porém, precisa passar pelo Congresso Nacional e ser negociada com governadores, o que leva tempo. O presidente, então, foi orientado por assessores a aproveitar o fim do mandato de Castello Branco, em 20 de março, para nomear alguém mais alinhado com o Planalto.

Elogiado por sua gestão à frente da Petrobras, a recondução de Castello Branco era dada como certa e seria debatida na próxima reunião ordinária do Conselho de Administração da companhia, na terça-feira 23.

Guedes tem a missão de garantir que o nome do general Joaquim Silva e Luna seja aceito e a antecipação do anúncio do nome do general faz parte da estratégia para pressionar o conselho.

Na cúpula da Economia, chegou-se à conclusão de que era melhor anunciar logo o substituto e absorver o impacto negativo da troca do que viver novos solavancos baseados em rumores.

Bolsonaro deflagrou a crise ao falar em sua live de quinta-feira que Castello Branco sofreria as consequências de não ceder aos apelos dos caminhoneiros.

As ações da Petrobras fecharam em queda de quase 8%, uma perda de R$ 28 bilhões em valor de mercado. Em Nova York, as ações (ADRs) da companhia registraram queda de 6,97% no after hours.

Leia mais: A prisão do deputado Daniel Silveira, que ofendeu ministros do STF num vídeo, é mais um capítulo da avacalhação da democracia brasileira.
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