Investigação da Odebrecht sobre Marcelo pode resultar na rescisão do acordo de delação

Investigação da Odebrecht sobre Marcelo pode resultar na rescisão do acordo de delação
Presos da Lava Jato fazem exames no IML de Curitiba e começam a prestar depoimento neste sábado. Entre os 12 presos, estão os presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez. Na foto o Marcelo Odebrecht (de azul) “presidentes da Odebrecht” no IML, de Curitiba. Os doze presos na 14ª fase da Operação Lava Jato foram levados na manhã deste sábado (20) ao Instituto Médico Legal (IML), em Curitiba, para fazer o exames. Entre eles,os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, presos na sexta-feira (19). Os exames terminaram perto do meio-dia. Na sequência, os presos foram levados de volta para a carceragem da Polícia Federal, ondem começam a prestar depoimentos ainda na tarde deste sábado. As duas maiores empreiteras do país são acusadas de participar do esquema criminoso de cartel, fraude à licitação e pagamento de propinas em contratos da Petrobras. Segundo as investigações, elas utilizariam contas no exterior para lavar os recursos ilícitos, principalmente das diretorias de Abastecimento e Serviços. Eles são suspeitos de usar empresas em paraísos fiscais para lavar recursos desviados de contratos feitos com a Petrobras. As irregularidades teriam sido cometidas em contratos da Petrobras que somam R$ 17 bilhões com a Odebrecht e R$ 9 bilhões com a Andrade Gutierrez. Considerando o porcentual de 3%, que geralmente era destinado a partidos políticos, a estimativa é que o montante de corrupção chegue a R$ 780 milhões. Uma das provas que embasaram a decisão de Odebrecht é um e-mail indicando que o executivo tinha conhecimento sobre o superfaturamento em um contrato de operação de uma sonda da Petrobras – o sobrepreço seria de US$ 25 mil dólares por dia.

A pedido do conselho de administração do grupo Odebrecht, a empreiteira abriu investigação interna para apurar eventuais delitos cometidos por Marcelo Odebrecht, informa o Estadão.

Um documento obtido pelo jornal mostra que Marcelo pode ter ocultado patrimônio do Ministério Público, o que motivaria a rescisão do acordo de delação.

Em 2016, o ex-presidente da Odebrecht exigiu, como contrapartida ao aceite da delação, “o recebimento de R$ 143 milhões – além do pagamento da multa de indenização, que foi de R$ 73,4 milhões”.

“Deste total de R$ 216,4 milhões, cerca de R$ 70 milhões foram pagos por meio de um título de previdência (VGBL) emitido pela seguradora Sul América em nome da mulher de Marcelo, Isabela, e de suas três filhas.”

Segundo o Estadão, Marcelo não teria divulgado o título de previdência às autoridades.

Provada a violação, o acordo de delação poderá ser rescindido.

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