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Investigado pela CPI, presidente do CFM diz que cloroquina não pode ser descartada

Mauro Luiz Ribeiro afirmou, em entrevista nesta sexta, que não é justo chamar quem defende a substância de negacionista
Investigado pela CPI, presidente do CFM diz que cloroquina não pode ser descartada
Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O presidente do CFM, Mauro Luiz Ribeiro, defendeu, em entrevista ao Estadão, que a cloroquina não pode ser descartada contra a Covid.

Na quarta-feira (5), Ribeiro passou à condição de investigado na CPI da Covid. Segundo os senadores, ele chancelou o negacionismo do governo de Jair Bolsonaro por meio do conselho.

Na ocasião, o presidente do CFM acusou a CPI de adotar uma “narrativa falaciosa”.

“Não podemos pegar trabalhos científicos e tomar decisões apenas em cima disso. Temos que levar tudo em consideração, disse Ribeiro ao Estadão. “É uma doença para a qual não há um tratamento reconhecido. Por isso, é possível usar medicações off label; ou seja, que já têm registro na Anvisa para uso contra outras doenças.”

Para o presidente do CFM, é injusto chamar quem defende a substância de negacionista.

Não podemos questionar nada que somos colocados como negacionistas, como terraplanistas, isso está errado, temos que discutir as coisas. Estamos diante de uma doença desconhecida, não pode ter assunto proibido.”

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