“Investigados influentes que estavam acuados avançam contra as investigações”

Em artigo para o Estadão, os procuradores Orlando Martello, Paulo Roberto Galvão e Roberson Pozzobon afirmam que, graças à lei das organizações criminosas, que instituiu como um meio de obtenção de provas a cooperação entre instituições, houve avanço no combate aos crimes de colarinho branco.

“A cooperação foi um dos fatores de sucesso da Lava Jato. Mas há quem alegue que o MP teria tido acesso ilegal a informações fiscais. A acusação, equivocada, é fruto da incompreensão sobre o tema.

Todas as provas produzidas na Lava Jato, inclusive informações fiscais, estão nos autos das investigações e ações penais e têm amparo na lei”, escreveram.

“Vivemos um momento de reação contra a ação anticorrupção dos últimos anos. Existe uma campanha difamatória em curso. Investigados influentes que se encontravam acuados avançam contra as investigações.

A marcha do retrocesso engloba criminalizar a atividade legítima dos agentes da lei por meio de um projeto contra supostos abusos de autoridade, impedir o compartilhamento de informações entre órgãos, proibir a prisão em segunda instância, mudar as regras da colaboração premiada e afastar e punir servidores públicos que trabalharam na operação.”

Comentários

  • Regildo -

    O único recurso é irmos às ruas! Se a sociedade ficar calada, a ORCRIM vai continuar avançando com seu rolo compressor contra a Lava Jato, contra Moro, contra Bolsonaro!

  • Noely -

    Vamos ver o comportamento do presidente, se dobrar pros bandidos , então a frustração será enorme, estes bandidos, a última coisa que pensam é no povo, no país, roubam aqui e vão a Paris!!!

  • Saulo -

    Espero que Bolsonaro lidere a reação contra essa lei do abuso e prestigie Justiça, Polícia Federal, Receita, Coaf, Moro, Deltan e lava jato contra os ataques que vêm sofrendo dos alvos de investigação

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