Isso tem nome, Toffoli: calúnia

É preciso ressaltar um ponto da entrevista de Dias Toffoli ao Valor, que já abordamos hoje cedo e foi devidamente detalhado pela Crusoé:

“O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, acusou Crusoé O Antagonista de tentarem ‘emparedar’ o STF com a reportagem ‘O amigo do amigo de meu pai’, que foi censurada por decisão do ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira, 15.

Em entrevista ao Valor Econômico publicada nesta quinta-feira, 18, Toffoli afirmou que a reportagem tinha o objetivo de pressionar os ministros do tribunal às vésperas do julgamento sobre a validade da prisão após condenação em segunda instância.

O calendário, no entanto, torna a teoria conspiratória do presidente do Supremo insustentável.

A reportagem foi publicada na quinta-feira, 11, por Crusoé. Inicialmente, o julgamento estava marcado para o dia 10, um dia antes de o texto ser publicado, mas já havia sido adiado seis dias antes, no dia 4, a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil. E nem sequer havia sido marcada uma nova data. Além disso, o documento da Odebrecht em que se baseou a reportagem foi anexado nos autos da Lava Jato no dia 9 de abril — após o julgamento ter sido adiado, portanto.

Apesar de as datas demonstrarem o contrário, Toffoli afirmou na entrevista que a publicação da reportagem “é uma ofensa à instituição (O STF) na medida em que isso tudo foi algo orquestrado para sair às vésperas do julgamento em segunda instância. Isso tem um nome: obstrução de administração da Justiça”.

Na verdade, isso tem outro nome: calúnia do presidente do Supremo Tribunal Federal contra dois veículos de comunicação.

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