Itaú demite 50 funcionários acusados de fraudar o auxílio emergencial

Itaú demite 50 funcionários acusados de fraudar o auxílio emergencial
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O Itaú demitiu cerca de 50 de seus funcionários que receberam irregularmente as parcelas do auxílio emergencial em 2020, registra O Globo.

O banco, que tem aproximadamente 96 mil funcionários, fez um comunicado interno para informar a decisão a seus colaboradores.

Pelas regras do “coronavoucher”, criado no ano passado pelo governo federal para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19, quem tem emprego formal não poderia ter recebido o auxílio.

Além disso, só poderiam ter sacado o recurso maiores de 18 sem vínculo empregatício e cuja renda mensal familiar por pessoa fosse menor que meio salário mínimo (à época, R$ 522,50) ou cuja renda total na família fosse de até três salários mínimos (R$ 3.135). Nenhum dos demitidos pelo Itaú se enquadrava nas regras.

Procurado, o banco afirmou que, “ao identificar que alguns dos seus profissionais solicitaram o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo federal, prática que caracteriza desvio de conduta, o banco decidiu pelo desligamento desses colaboradores”.

Como publicamos na semana passada, segundo cálculos do TCU, as fraudes no auxílio emergencial resultaram no desvio de R$ 54,6 bilhões —maior que o rombo com o petrolão.

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