Janot: “Se isso é fraco, eu não sei o que seria forte”

Rodrigo Janot deu entrevista ontem à noite a Roberto D’Ávila, da Globonews. O PGR voltou a enfatizar que a narrativa que embasa a denúncia contra Michel Temer é forte:

“A denúncia tem a seguinte narrativa: um empresário investigado em primeira instância por eventuais ilícitos praticados por ele. Tem uma conversa que ele grava com um ex-deputado federal acertando a ida dele à residência do presidente da República à noite, sem testemunhas.

Ele chega ao palácio residencial e não é sequer identificado na porta. Ele entra, vai a uma sala que está na parte de baixo do Palácio e ele tem uma conversa muito pouco republicana com o presidente e, nessa conversa, o presidente indica como um interlocutor de confiança dele esse deputado federal com quem esse empresário tinha acertado a ida dele ao Palácio, porque os outros interlocutores estavam impedidos de continuar na interlocução.

O empresário se entrevista dias depois com esse interlocutor, acerta alguns atos ilícitos com esse interlocutor, acerta o pagamento de propinas com esse interlocutor e depois é pilhado em São Paulo com uma mala contendo 500 mil reais. E esse interlocutor é a pessoa indicada como homem de confiança do mais alto dignatário da República para fazer negociações em nome dele. Essa narrativa é fortíssima. Se isso é fraco, eu não sei o que seria forte.”

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