GEDDEL TENTOU OBSTRUIR A JUSTIÇA, DIZ MPF

A prisão preventiva de Geddel Vieira Lima é decorrente das delações dos empresários Joesley Batista e Francisco de Assis e Silva (ex-diretor jurídico da JBS) e do depoimento do doleiro Lúcio Funaro.

No pedido enviado à Justiça, o MPF acusa o ex-ministro de tentar obstruir as investigações ao tentar evitar as delações de Eduardo Cunha e do próprio Lúcio Funaro.

Foram citadas mensagens enviadas recentemente (entre os meses de maio e junho) por Geddel à esposa de Lúcio Funaro, que entregou à PF cópias dos prints feitos por aplicativo de comunicação.

Nas mensagens, o ex-ministro, identificado pelo codinome “carainho”, sonda a mulher do doleiro sobre a disposição dele em se tornar um colaborador do MPF.

Para os investigadores, os novos elementos deixam claro que Geddel continua agindo para obstruir a apuração dos crimes e ainda reforçam o perfil de alguém que reitera na prática criminosa. A prisão preventiva é “medida cautelar de proteção da ordem pública e da ordem econômica contra novos crimes em série que possam ser executados pelo investigado”.