Joesley Batista: a esperteza comeu o dono Joesley Batista: a esperteza comeu o dono
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Joesley Batista: a esperteza comeu o dono

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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura 01.01.2018 11:00 comentários
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Joesley Batista: a esperteza comeu o dono

A Joesley Batista (e também a seu irmão Wesley) serviria bem o provérbio que Tancredo Neves gostava de repetir: “Esperteza, quando é muita, come o dono"...  

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Joesley Batista: a esperteza comeu o dono
Joesley

A Joesley Batista (e também a seu irmão Wesley) serviria bem o provérbio que Tancredo Neves gostava de repetir: “Esperteza, quando é muita, come o dono.”

Encurralado por investigações do Ministério Público e da Polícia Federal, Joesley e o irmão, Wesley, tentaram uma jogada de mestre, em um acordo de delação premiada: entregariam autoridades de peso e, em troca, ficariam imunes à prisão.

Rodrigo Janot topou o acordo torto.

Joesley, então, partiu para o encontro clandestino com Michel Temer, que “cooperou” com o plano, revelando-se com aquela frase já famosa: “Tem que manter isso aí, viu?”, em relação a pagamentos para manter Eduardo Cunha de bico calado na prisão. Para completar, Rodrigo Rocha Loures, então assessor especial de Temer, foi filmado pela PF, correndo com uma mala recheada com 500 mil reais de propina da JBS

Áudios e vídeos foram divulgados, mostrando e apontando também pagamentos de propina a diversos políticos (de Aécio a Lula e Dilma). O mundo político quase desabou, enquanto os irmãos Batista seguiam ajeitando a vida pessoal e a de suas empresas.

Mas as estranhezas do acordo logo começaram a vir à tona. Joesley e Ricardo Saud, o seu braço-direito, autogravaram-se conversando sobre assuntos não revelados à PGR. O principal deles: Marcelo Miller, ligadíssimo a Rodrigo Janot, fizera o papel duplo de procurador e advogado, orientando a JBS no acordo de delação enquanto ainda era do MPF.

Como se não bastasse, ao deixar o cargo de procurador, ele foi trabalhar no escritório de advocacia que fez o acordo de leniência da JBS. Levou 450 mil, antes de ser demitido do novo emprego.

Em sua defesa, inclusive na CPMI aberta para, digamos, investigar o caso, Miller disse que funcionou apenas como revisor de aspectos “linguísticos e gramaticais” do acordo de delação da empresa. 

Janot pediu a rescisão do acordo, sem anulação das provas obtidas contra os alvos — e o assunto está naquela gangorra conhecida como STF.

Wesley e Joesley foram presos.  Os Batista enfrentam ainda um processo por manipulação de mercado, acusados de ganhar dinheiro com o vazamento da delação.

A esperteza comeu o dono. Mas continua a devorar os delatados também.

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