José Dirceu: um país se faz com ratos e livros

O Brasil é um país peculiar onde condenado a prisão tem blog e dá entrevista a jornal. Sob o velho expediente jornalístico de falar “a amigos”, José Dirceu, que andou criticando a política econômica do governo em seu blog, deu uma entrevista à Folha de S. Paulo. Na entrevista, ele disse, otimista, que o escândalo do Petrolão pode ser uma pá de cal na imagem do PT. Também afirmou não estar “fazendo política partidária nem criando nova tendência [no PT]. Muito menos fazendo oposição. Estou expressando minhas opiniões para quem as pede”. Ou seja, José Dirceu está fazendo política partidária, criando uma nova tendência dentro do PT e fazendo oposição a Dilma Rousseff, a ex-guerrilheira de esquerda. É fácil interpretar José Dirceu.

Ele afirmou também que pretende publicar um livro de memórias sobre os seus períodos na prisão — na velhice, por causa do mensalão, e na juventude, por causa da “luta” contra o regime militar. A Inglaterra tem Winston Churchill; o Brasil tem José Dirceu.

José Dirceu adiantou um episódio das memórias: o dia em que desafiou o igualmente mensaleiro João Paulo Cunha a matar um rato no pátio da Papuda. João Paulo Cunha matou o rato com uma vassoura.

Ele vai relatar, ainda, uma façanha jamais realizada por um petista: leu 75 livros inteirinhos. O Antagonista aposta que foram cinco. Para provar a proeza, José Dirceu diz ter fichado cada um dos livros. Deve ter pedido a João Paulo Cunha que o fizesse — e, conhecendo o modus operandi do PT, o mensaleiro amigo terceirizou a tarefa. Quem sabe ao escritor Fernando Morais.


Cunha, depois de matar aquele outro rato, não esqueça de fichar os livros


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