José Medeiros também pediu para PF investigar outros dois deputados e Felipe Neto

O deputado federal José Medeiros (Podemos), em 1º de junho deste ano, enviou novos pedidos de investigação a Augusto Aras e a André Mendonça.

Antes, em abril, Medeiros havia acionado a PGR e o Ministério da Justiça e da Segurança Pública para apurar ações nas redes sociais de Guilherme Boulos, do jornalista Ricardo Noblat e do também deputado Túlio Gadêlha — Boulos e Noblat, como noticiamos, já foram intimados pela Polícia Federal.

Em junho, os pedidos de Medeiros envolveram o youtuber Felipe Neto e os deputados Glauber Braga e Sâmia Bonfim, ambos do PSOL.

O deputado questiona, no documento, a participação dos parlamentares psolistas em uma manifestação, na Avenida Paulista, do grupo denominado “Antifa”.

“Esse movimento teve a participação dos deputados federais Glauber Braga e Sâmia Bonfim, que se juntaram aos manifestantes e incentivaram os atos violentos por eles praticados.”

Ainda segundo Medeiros, Felipe Neto “comemorou e exaltou” nas redes sociais aquele movimento.

“O senhor Felipe postou em suas redes sociais anexadas, manifestações de apoio ao movimento ‘Antifa’, dizendo que ‘não se dialoga com fascista’ e que se deve fazer o que for preciso. Na sequência, publicou ainda um manual de como se portar em manifestações desse tipo, fazendo clara propaganda pública a manifestações violentas que visem alteração da ordem social e política e incentivando a luta com violência entre as classes sociais. O fato dessas manifestações terem sido feitas na internet, confere a elas um grande poder de propagação, podendo-se aplicar por analogia o crime previsto no art. 22, 1º da lei de segurança nacional, bem como os incisos I e II deste artigo e o crime previsto no art. 23, incisos I e III”, argumentou Medeiros.

Há pouco, Mario Sabino escreveu que “a PF não pode virar polícia política”: leia aqui.

Leia mais: OS ENCONTROS SECRETOS DE BOLSONARO COM O 'ANJO'
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