"Judicialização", Cármen Lúcia?

O Estadão:

“A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal decidiu pedir informações à Presidência da República sobre a posse do ministro da Justiça, Eugênio Aragão. Para Cármen Lúcia, que analisou uma reclamação proposta pelo PPS sobre o assunto, a ‘alteração continuada’ de agentes políticos causa uma situação de ‘incerteza’ para as instituições ligadas à pasta. A ministra vê uma ‘excessiva judicialização’ de decisões a respeito da nomeação de ministros e cita, além do afastamento do anterior chefe da Justiça, Wellington César Lima e Silva, as ações que questionam a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil.”

Cármen Lúcia dormitou sobre a ação do PPS durante três semanas. Só acordou depois que Eugênio Aragão foi afastado do ministério da Justiça por uma liminar deferida por uma juíza de Primeira Instância, que atendeu a pedido de uma ação popular.

Que continuasse dormindo. Se um governo afronta a lei, e pela segunda vez, não há que falar em “excessiva judicialização”, e sim em excessiva sem-vergonhice.

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