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Justiça bloqueia R$ 651 milhões de investigados por propina na Transpetro

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A juíza Gabriela Hardt, 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, determinou o bloqueio de R$ 651 milhões em dinheiro e bens dos investigados na nova fase da Lava Jato deflagrada hoje, a Operação Navegar é Preciso. Foram presos os irmãos Gérman e José Efromovitch, do Estaleiro Ilha (Eisa), e o empresário Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, além de empresas que estiverem registradas em seus nomes.

Segundo informações do MPF no Paraná, a decisão também proíbe os investigados de movimentar contas no exterior, “realizar atos de gestão financeira” e assinar contratos com o poder público.

De acordo com o MPF, os investigados se articularam em dois esquemas.

O primeiro envolveu o pagamento de propina de R$ 28 milhões a Sérgio Machado em contratos entre a Transpetro e a Eisa para a construção de quatro navios do tipo Panamax. A entrega de um dos navios foi irregular e os outros três não foram entregues, segundo os procuradores do caso.

O outro esquema envolveu o pagamento de R$ 12 milhões em propina ao ex-presidente da Transpetro para garantir contratos de construção de oito navios petroleiros.

As operações causaram prejuízo de R$ 611 milhões à Transpetro, disse hoje o procurador da República Felipe Camargo.

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