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Justiça do Rio bloqueia R$ 2,6 milhões de acusados de fraudes na Saúde

A Justiça do Rio de Janeiro mandou bloquear R$ 2,6 milhões do ex-secretário de Saúde do estado Edmar Santos e de outros investigados por fraudes na compra de exames sorológicos para detecção de Covid-19.

O bloqueio atinge, além de Edmar, o ex-subsecretário Gabriell Neves, os ex-funcionários da Secretaria de Saúde Derlan Maia e Gustavo Silva e a empresa Total Med, fornecedora dos exames.

A decisão também proibiu o governo do Rio de contratar a Total Med e determinou a suspensão de todos os contratos já assinados.

De acordo com decisão do juiz Bruno Bodart, da 6ª Vara de Fazenda do Rio, há “fortes indícios da prática de atos de improbidade nas contratações”.

Ele atendeu a pedido do Ministério Público do Rio, que apontou ilegalidades na licitação que resultou na contratação da Total Med para fornecer os exames.

Entre essas ilegalidades, segundo os promotores, estão o direcionamento da concorrência e a falta de estimativa de preços antes da assinatura do contrato com a Total Med.

De acordo com a acusação, Gabriell Neves foi o responsável pelo direcionamento das contratações e Derlan Maia, que trabalhava na área de compras, foi quem enviou os e-mails para a empresa com instruções sobre as licitações.

Gustavo Borges trabalhava na tramitação interna do processo de contratação.

E todos agiam sob a coordenação de Edmar Santos.

Todos já estão presos por outros desvios em contratos relacionados ao combate à pandemia do novo coronavírus.

O governador do Rio, Wilson Witzell, é investigado no STJ por corrupção em contratos da área da saúde . Ele também responde a pedido de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio.

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