Justiça que tarda

A Veja fez uma entrevista bem objetiva com Antonio Bochenek, presidente da Associação dos Juízes Federais. Além de uma bem-vinda defesa do trabalho de Sérgio Moro, Bochenek esclareceu que a recente notoriedade de alguns juízes não nasce de um suposto marketing pessoal, mas da notoriedade dos réus que eles aceitam condenar.

O Antagonista destaca a resposta em defesa do projeto que permite o cumprimento da pena de crimes graves já na segunda instância:

“O objetivo é combater a impunidade e evitar prescrições, pois, diferentemente do dito popular, a justiça que tarda falha. O que nos dá absoluta segurança para defender esse adiantamento do cumprimento da pena é o dado que indica que apenas 1% das condenações criminais são revertidas pelas cortes superiores. Os Estados Unidos e a França, berços do constitucionalismo e das garantias fundamentais, têm legislação semelhante e não dependem de julgamentos de terceira ou quarta instância para a prisão em crimes graves.”

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