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Kajuru provoca Bolsonaro e pede a Barroso que determine abertura de impeachment de Moraes

Kajuru provoca Bolsonaro e pede a Barroso que determine abertura de impeachment de Moraes
Foto: /Carlos Moura/SCO/STF

Jorge Kajuru (Cidadania) vai protocolar ainda hoje no STF um mandado de segurança pedindo que a corte determine ao Senado que paute um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

O senador admite que a iniciativa é uma provocação a Jair Bolsonaro, que, pela manhã, irritado, cobrou de Luís Roberto Barroso que mande o Parlamento também “analisar pedidos de impeachment de seus companheiros”. Ontem, como noticiamos, Barroso determinou que o Senado instale a CPI da Covid.

Esse meu pedido é para ‘calar a boca’ do Bolsonaro. Era ele, Bolsonaro, que não deixava isso [pedidos de impeachment de ministros do STF] avançar aqui. Ele não queria briga com o Supremo. Mas agora quer? Então, estou atendendo a um pedido do presidente. Está aí, presidente”, afirmou Kajuru a este site.

Em trecho da ação à qual O Antagonista teve acesso — leia aqui a íntegra –, Kajuru, representado por seu advogado, diz ser “injustificável” a postura do presidente do Senado “em não adotar as medidas previstas no regimento interno” também no caso dos pedidos de impeachment.

O senador dirige-se, então, a Barroso, tratando as situações como iguais:

“Vossa excelência determinou ao presidente do Senado que instale a CPI da Covid, inclusive a pedido deste senador. Então, nada mais salutar também determinar à autoridade que dê prosseguimento e adote as medidas necessárias e legais para o andamento da denúncia formulada. Não conceder a liminar para determinar o prosseguimento da denúncia é indicar dois pesos e duas medidas.”

Kajuru, no fim de fevereiro, apresentou no Senado um pedido de impeachment de Moraes. No início de março, uniu-se a Eduardo Girão (Podemos), Lasier Martins (Podemos) e Styvenson Valentim (Podemos) em um novo pedido com teor semelhante. O motivo foi a recente prisão do deputado federal Daniel Silveira. Os parlamentares disseram que “não há como conceber” o que foi dito pelo bolsonarista, que ameaçou ministros do Supremo em vídeo, mas consideraram a prisão “ilícita” e argumentaram que a decisão de Moraes “destoa do que é democrático”.

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