​Lava Jato na Marginal do Tietê

O MP Federal chegou, via Lava Jato, a conclusão semelhante à do MP paulista: Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran receberam repasses de R$ 89,5 milhões dos consórcios de empreiteiras que realizaram a ampliação da Marginal do Tietê, em São Paulo, entre 2009 e 2011.

O esquema seguiu o modelo Assad/Duran: os consórcios Nova Marginal Tietê (formado pela Delta Engenharia e Sobrenco) e Desenvolvimento Viário (EIT e Egesa) receberam R$ 816,9 milhões da estatal paulista Dersa e repassaram valores para três empresas de fachada ligadas a Assad e Duran — “revelaram-se meras pessoas jurídicas interpostas em operações de lavagem de capitais”, diz relatório do MPF divulgado pelo Estadão.

Na época das obras, feitas por convênio entre os governos do Estado e da cidade de São Paulo, José Serra era governador; Gilberto Kassab, prefeito.