Lava Jato investiga Lula por “vantagens” durante o mandato

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, enviou ao STF uma manifestação em que alega não haver conflito de atribuições entre o MPF e o MP de São Paulo, derrubando de vez a tese de Lula, segundo a qual a investigação sobre o seu patrimônio deveria ser conduzida somente em São Paulo

Segundo Dallagnol, a investigação da Lava Jato é diferente, pois está relacionada a supostas vantagens indevidas recebidas por Lula das construtoras durante o mandato.

“Importante considerar que parte das vantagens, que constituem o objeto da investigação (conduzida pelo MPF), foram supostamente auferidas pelo suscitante (Lula) durante o mandato presidencial, o que justifica, por si só, a competência federal.”

O procurador reitera que a “tipologia criminosa de lavagem de capitais já denunciada no âmbito da Operação Lava Jato, envolvem José Carlos Bumlai, executivos da Odebrecht e executivos da construtora OAS, todos investigados e muitos dos quais já denunciados no esquema de corrupção que assolou a Petrobras”.

O MPF se antecipou ao pedido de Rosa Weber, que encaminhou as informações para a defesa do ex-presidente.