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Lava Jato vai investigar movimentação de 1,2 bi de Adir Assad em duas agências do Bradesco em SP

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Na semana passada, a Lava Jato prendeu dois gerentes do Bradesco que ajudaram os doleiros do esquema de Sergio Cabral a lavar cerca de R$ 1 bilhão. O MPF desconfia que não se tratou de um caso isolado.

Em São Paulo, o operador Adir Assad também usou duas agências do Bradesco para movimentar quase R$ 1,2 bilhão. Uma na Avenida Brasil e outra na Eng. Luiz Carlos Berrini.

Assad contou com a ajuda dos gerentes dessas agências para abrir contas para empresas de fachada, como Legend, Rock Star, Soterra, SM terraplanagem e Power To Ten.

Em sua delação, ele negou que os gerentes fizessem parte do esquema e que apenas aceitavam alguns mimos. “Comprávamos seguros, fechávamos consórcios, oferecíamos para os gerentes ingressos de shows e eventos.”

A justificativa não explica como os gerentes burlaram regras para a abertura de contas, ignorando que as empresas não possuíam sedes próprias para as atividades comerciais declaradas, como aluguel de maquinário para obras – mesmo modus operandi dos gerentes do Bradesco no Rio.

Devido às coincidências com o caso do Rio, os procuradores desconfiam agora que o colaborador mentiu para os colegas da Lava Jato em Curitiba.

Também fica fragilizada a posição oficial do Bradesco, que disse, na semana passada, cumprir “rigorosamente as normas de conduta ética e governança”.

Para a Lava Jato, o banco claramente descumpriu as regras de compliance, o que permitiu o ingresso de recursos ilícitos no sistema financeiro.

 

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