Lavagem para fora e para dentro

Rodrigo Janot, durante a sabatina no Senado, respondeu ao PSDB:

“A doação eleitoral passa a ser ilícita se vem travestida de propina. Aí ela não é doação eleitoral, é uma forma de lavagem para dentro”.

Segundo a Folha de S. Paulo, “peemedebistas viram esse trecho da fala de Rodrigo Janot como sinal de que o procurador-geral pode, uma vez reconduzido, se debruçar sobre a análise da campanha de Dilma”.

Nesse caso, se ele não quiser investigar os dois milhões de reais em propina recolhidos por Antonio Palocci em 2010, devem bastar os 13,6 milhões de reais em pixulecos que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, doou à campanha presidencial em 2014.

Não é o bastante, Janot?