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Leia a cronologia do imbróglio da Covaxin

O Antagonista mostra os principais fatos envolvendo as possíveis irregularidades para a aquisição da vacina indiana contra a Covid
Leia a cronologia do imbróglio da Covaxin
Reprodução/YouTube

O Antagonista traçou a cronologia com os principais fatos sobre o imbróglio da Covaxin, cujo contrato com o Ministério da Saúde está sendo investigado.

Mais cedo, este site revelou que Jair Bolsonaro havia sido alertado de possíveis irregularidades envolvendo o contrato. O deputado Luis Miranda (DEM-DF), irmão do servidor da Saúde que denunciou o esquema, admitiu e detalhou, em entrevista exclusiva, os alertas feitos ao presidente da República.

Leia a cronologia do imbróglio da Covaxin, que entrou na mira da CPI da Covid, da CGU, do MPF e do TCU:

5 de janeiro: Governo Bolsonaro edita medida provisória para facilitar compra de vacinas contra a Covid.

7 de janeiro: Executivos da Precisa Medicamentos, representante no Brasil do laboratório indiano que produz a Covaxin, participam de reunião na embaixada do Brasil em Nova Déli.

8 de janeiro: Jair Bolsonaro informa, por carta, ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que a Covaxin estará entre as vacinas escolhidas pelo governo brasileiro para a imunizar a população.

12 de janeiro: Representantes da Precisa formalizam, pela primeira vez, a oferta da vacina Covaxin ao governo brasileiro.

20 de janeiro: Representantes da Precisa se reúnem com técnicos da Anvisa.

29 de janeiro: Deputado federal Luis Miranda se reúne com Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, e diz que “estão acontecendo algumas coisas no Ministério da Saúde e o senhor vai precisar agir”. O deputado é irmão do servidor do ministério que denunciou o esquema.

30 de janeiro: Deputado Luis Miranda passeia de moto com Jair Bolsonaro e, na ocasião, volta a fazer alertas sobre “coisas estranhas” no Ministério da Saúde relacionadas às negociações para compra da Covaxin.

3 de fevereiro: Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara, apresenta emenda para flexibilizar a medida provisória sobre a compra de vacinas, facilitando as negociações para aquisição da Covaxin.

11 de fevereiro: Élcio Franco, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, afirma que a compra da Covaxin poderia ser feita antes da apresentação de “dados da vacina de eficácia geral maiores do que 50%”.

19 de fevereiro: Publicado no Diário Oficial da União o extrato de dispensa de licitação para a compra da Covaxin.

23 de fevereiro: Câmara aprova a medida provisória sobre a compra de vacinas, com a emenda apresentada por Ricardo Barros.

25 de fevereiro: Ministério da Saúde fecha contrato com a Precisa Medicamentos, no valor de R$ 1,614 bilhão, para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin, que ainda não tinha aval da Anvisa. Contrato com a Precisa é fechado antes dos contratos com a Pfizer e a Janssen e com o maior valor por dose.

26 de fevereiro: Adriana Ventura e Tiago Mitraud, deputados do Novo, enviam requerimento ao Ministério da Saúde pedindo informações sobre o contrato para a compra da Covaxin.

2 de março: Senado também aprova a medida provisória sobre a compra de vacinas, com a emenda apresentada por Ricardo Barros.

10 de março: Com a MP aprovada na Câmara e no Senado, e a emenda de Ricardo Barros contemplada, é oficializada a legislação que permite a importação da Covaxin.

20 de março: Luis Miranda envia mensagens a um assessor presidencial dizendo que “está rolando um esquema de corrupção pesado na aquisição das vacinas dentro do Ministério da Saúde. Tenho provas e as testemunhas”. No mesmo dia, Luis Miranda leva o irmão servidor do Ministério da Saúde e denunciante do esquema da Covaxin, Luis Ricardo Fernandes Miranda, ao encontro de Jair Bolsonaro, e ambos apresentam documentos ao presidente.

22 de março: Luis Miranda envia novas mensagens ao assessor presidencial: “Pelo amor de Deus, isso é muito sério. Meu irmão quer saber do presidente da República como agir”.

23 de março: Luis Miranda volta a enviar mensagens ao assessor presidencial perguntando: “O PR está chateado comigo? Algo que eu fiz?” O assessor respondeu: “Negativo, deputado. São muitas demandas”.

31 de março: Anvisa rejeita primeiro pedido para importar Covaxin. Agência reguladora fala em documentação incompleta e aponta outros problemas.

6 de maio: Palácio do Planalto veta o nome de Luis Miranda para relatar a reforma tributária.

4 de junho: Anvisa aprova segundo pedido de importação da Covaxin, mas com “condicionantes”: a vacina só poderá ser aplicada em até 1% da população brasileira, assim como a russa Sputnik V, e somente em “centros especiais”, para caso de reações adversas.

22 de junho: Ministério da Saúde informa que não efetivou a compra da vacina Covaxin e que ainda não fez qualquer pagamento ao laboratório.

23 de junho: O Antagonista noticia que Jair Bolsonaro havia sido alertado de possíveis irregularidades na compra da Covaxin. O deputado Luis Miranda, em entrevista exclusiva a este site, detalha os alertas que deu pessoalmente ao presidente.

23 de junho: CPI da Covid aprova convite para que o deputado Luis Miranda e seu irmão sejam ouvidos na comissão em 25 de junho.

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