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Leia o que Zambelli e outros pensam sobre voto impresso: "Lulistas poderão pedir conferência"

Carla Zambelli defendeu a aprovação da PEC do Voto Impresso a tempo de as mudanças entrarem em vigor nas eleições de 2022
Leia o que Zambelli e outros pensam sobre voto impresso: “Lulistas poderão pedir conferência”
Foto: Divulgação

Como noticiamos, a comissão especial da PEC do Voto Impresso, na Câmara, vai começar a funcionar hoje.

A deputada Carla Zambelli (PSL), aliadíssima do Palácio do Planalto, disse a O Antagonista que não se trata de uma pauta da direita ou da esquerda.

“Somente somaremos o voto impresso para dupla checagem. Quem pode ser contra a conferência dupla de uma votação? Se Bolsonaro ganhar no ano que vem, os lulistas poderão pedir a conferência, assim como pediremos conferência se outro candidato vencer. Justo, não?”, comentou a parlamentar, admitindo a intenção de pedir recontagem de votos, em caso de derrota do atual presidente.

Bibo Nunes, também da ala bolsonarista do PSL, afirmou a este site que “o voto impresso irá consolidar ainda mais a democracia brasileira”.

“Nunca existiu uma fraude, porque nunca aceitaram uma denúncia. O voto é sagrado e tem que oferecer o máximo de segurança. Qual o sentido de ser contra mais segurança?”

Heitor Freire (PSL) engrossou a defesa do voto impresso.

“Teremos mais segurança. Não tem nada a ver com regredir na tecnologia. Qual o problema em auditarmos o resultado das votações? É uma garantia a mais para o eleitor e para o candidato.”

O deputado José Rocha (PL), que foi vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, se disse igualmente favorável ao voto impresso, “pela maior segurança do resultado”.

“Tendo em vista que a tecnologia da urna eletrônica poder ser vulnerável a ataques hackers e, com isso, o resultado final ser alterado.”

Capitão Wagner, líder do Pros, partido que hoje integra a base do governo afirmou:

“O voto impresso é um mecanismo a mais para auditoria do resultado das eleições. A população precisa entender que o voto impresso não substitui a urna eletrônica. Com os avanços da tecnologia, com a atuação dos hackers aprimorada, será importante essa ferramenta. Não há qualquer direcionamento em relação à posição de presidente ‘a’ ou ‘b’.”

Também do Pros, o deputado Toninho Wandscheer é outro que já foi vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara e que defende o voto impresso:

“Auditar o voto da urna eletrônica seria algo importante, sem dúvida alguma. Poderia ser feito por amostragem. É um direito do eleitor. Existe uma desconfiança sobre o voto eletrônico. Não vejo motivo para não termos votos auditáveis, para dar mais credibilidade ao resultado da eleição.”

Leia aqui o que pensam líderes do Senado sobre o voto impresso.

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