Lembra da Flordelis?

Lembra da Flordelis?
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Há 86 dias, a deputada federal Flordelis, do PSD do Rio de Janeiro, foi denunciada como mandante do assassinato do próprio marido, o pastor Anderson do Carmo.

Naquele 24 de outubro, quando a polícia concluiu as investigações e o Ministério Público apresentou a denúncia, o delegado Allan Duarte disse:

“Flordelis, além de arquitetar todo esse plano, financiou a compra dessa arma, convenceu pessoas a realizar esse crime, avisou sobre a chegada da vítima ao local e tentou ocultar provas. Não resta a menor dúvida de que ela foi a autora intelectual, a grande cabeça desse crime.”

A deputada só não foi presa em razão da imunidade parlamentar — hoje, ela está com tornozeleira eletrônica.

No mesmo dia, o PSD anunciou que abriria processo para expulsar Flordelis — até agora, nada.

Foi aberto também um processo na Corregedoria da Câmara. No dia 1º de outubro, o corregedor, deputado Paulo Bengtson (PTB), concluiu seu parecer pela cassação da deputada e entregou o relatório a Rodrigo Maia.

Somente 28 dias depois, a Mesa Diretora da Câmara se reuniu e decidiu enviar o caso para tramitação no Conselho de Ética.

Até agora, porém, o Conselho de Ética nem sequer foi instalado, em meio à pandemia da Covid-19.

Na última sexta-feira, o delegado responsável pelo caso depôs em audiência e disse que Flordelis “é a mais perigosa” de todos os réus.

Ela ainda é deputada do PSD do Rio de Janeiro.

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