Levy, pelo bem do país, demita-se

Leiam o que Ana Clara Costa, da Veja.com, noticiou:

“O último sábado, 29 de agosto, foi um dia decisivo para o ministro Joaquim Levy. Enquanto defendia publicamente a volta da CPMF, o imposto do cheque, diante de uma plateia cheia de empresários descontentes, em evento em Campos do Jordão, o governo decidia, em Brasília, sepultar a ideia do novo imposto. O Planalto esqueceu-se de avisar Levy sobre o recuo e o titular da Fazenda transmitiu a uma parcela generosa do PIB a imagem de que estava desinformado – ou fora das tomadas de decisão importantes. Cogitou seriamente abandonar o barco e fez com que a Presidência soubesse de seu descontentamento. No mesmo fim de semana, o presidente do conselho do Bradesco, Lázaro Brandão, encontrou-se com o vice Michel Temer, também pego de surpresa pela decisão atrapalhada de renascimento e morte do imposto. Preocupado com o ânimo de Levy, Brandão pediu que o peemedebista interviesse na situação. A ala próxima de Temer no PMDB havia abandonado a defesa do ajuste depois de sucessivas derrotas do ministro no Congresso e dentro do próprio governo, onde tem como antagonista o titular do Planejamento, Nelson Barbosa. Temer se comprometeu com Brandão a criar um cordão de proteção para Levy, em especial contra o fogo amigo – cuja origem, segundo interlocutores petistas, está no próprio Palácio do Planalto.”

Todas essas histórias tornam Joaquim Levy um sujeito ainda mais patético. A verdade é que, se o ministro pedisse demissão, Dilma Rousseff perderia qualquer fiapo de credibilidade, cairia em seguida e, assim, o Brasil veria a luz no final do túnel. O ideal, portanto, é o contrário do que os grandes empresários pensam.

Levy, pelo bem do país e da sua própria biografia, demita-se.

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