Lewandowski não entrega mensagens roubadas, mas deixa copiar

Lewandowski não entrega mensagens roubadas, mas deixa copiar
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Desde que entregou a Lula, no fim do ano passado, as mensagens roubadas da Lava Jato, Ricardo Lewandowski já negou pedidos de ao menos nove interessados para obter o material apreendido com hackers.

Mas, na última decisão, de ontem, o ministro deixou claro que, se quiserem, eles podem copiar o material que foi juntado pela defesa de Lula em seu processo, e que está público no sistema de consulta processual do STF.

Ao analisar o pedido do advogado Rui Yoshio Kunugi, Lewandowski afirmou que não poderia estender a decisão de Lula porque ele não é parte no processo nem está em situação semelhante à do ex-presidente — que conseguiu as mensagens ao reclamar da falta de acesso à íntegra da delação da Odebrecht e de tratativas da Lava Jato com autoridades americanas e suíças.

Disse Lewandowski na decisão:

“O acesso ao material arrecadado Operação Spoofing sempre esteve circunscrito às mensagens relativas, direta ou indiretamente, ao autor da Rcl 43.007 [Lula], e não a todo e qualquer requerente, por mais ponderáveis que se afigurem os motivos alegados, seja para subsidiar a respectiva defesa, seja para instrução de procedimentos investigatórios, seja, ainda, para atender a razões de interesse pessoal, coletivo ou institucional.”

Na parte final, porém, ele explicita a possibilidade da cópia:

“Em face do exposto, indefiro o pedido formulado pelos peticionantes para o compartilhamento de informações abrigadas na Ação Penal 1015706-59.2019.4.01.3400 [Operação Spoofing], em trâmite na 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, sem prejuízo da obtenção de cópias dos diálogos já tornados públicos nesta Reclamação.”

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