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Lira diz que não pode aceitar "que a Justiça Eleitoral legisle"

O presidente da Câmara afirmou, em entrevista, que cabe ao Congresso Nacional decidir sobre o modelo de votação
Lira diz que não pode aceitar “que a Justiça Eleitoral legisle”
Foto: Adriano Machado/Crusoé

O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse nesta quarta-feira (4) que não cabe ao TSE “legislar” sobre as eleições de 2022. O deputado afirmou que é papel do Congresso decidir sobre o modelo eleitoral e que o tribunal deve apenas colocá-lo em prática.

A declaração foi dada em entrevista à Rádio Bandeirantes, diante de manifestações do TSE contra ameaças de Jair Bolsonaro às eleições de 2022 e da defesa do voto impresso.

“Aqui nós temos criado – pelo próprio congresso – a Justiça Eleitoral que visa administrar as eleições, fazer com que elas transcorram de forma tranquila, arbitrem. O que não se pode, o que não se deve e o que não vai se aceitar é que a Justiça Eleitoral legisle. Cabendo ao Congresso legislar, o que for decidido no Congresso tem que ser aplicado na Justiça Eleitoral.”

Lira afirmou que o debate em torno do voto impresso está “muito polarizado” e defendeu que exista uma maneira de auditar as eleições.

“Na minha visão, também se não há problemas, não há porque nós não chegarmos numa situação de termos uma auditagem, seja lá de que maneira for, de forma mais transparente, para que não se tenha uma eleição, independente de quem seja eleito, contestada.”

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