Lira, Pacheco e o impeachment de Bolsonaro

Lira, Pacheco e o impeachment de Bolsonaro
Arte: O Antagonista

Jair Bolsonaro está se iludindo se imagina que eleger Arthur Lira (Progressistas) e Rodrigo Pacheco (DEM) será garantia de que se livrará de eventual processo de impeachment.

Nos bastidores, aliados dos dois candidatos oficiais do Planalto dizem que tudo dependerá “da pressão de fora para dentro”.

Um deputado do PSL já disse a O Antagonista, sobre o temperamento de Lira, comparado com frequência a Eduardo Cunha nos corredores da Câmara:

“Quando Bolsonaro achar que pode dar grito em Lira, vai se dar mal.”

Um deputado do PL chegou a afirmar: “É mais fácil o Lira abrir processo de impeachment do que o Baleia [Rossi, adversário do deputado de Alagoas].”

No Senado, um experiente parlamentar do PSD comentou:

“Meu amigo, não existe isso de proteção absoluta. Todo mundo na política sabe disso. A depender da pressão de fora para dentro, o cara cede. Ou já se esqueceram do próprio Renan Calheiros, aliado de primeira hora de Dilma Rousseff, que tinha o MDB na mão naquela época, mandava no Senado e não conseguiu segurar o impeachment dela no Senado?”

Aliados de Lira e Pacheco ainda lembram que ambos têm interesses políticos em seus estados — Alagoas e Minas Gerais, respectivamente — e, claro, medirão constantemente os impactos de suas decisões no Congresso em suas bases.

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