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Lobista da Precisa diz que “não é foragido da CPI”

Faria deveria ter prestado esclarecimentos aos senadores na semana passada, mas apresentou um atestado médico alegando “dores pélvicas”
Lobista da Precisa diz que “não é foragido da CPI”
Reprodução/redes sociais

Em nota oficial, o empresário Marconny Faria, apontado como suposto lobista da Precisa Medicamentos, afirmou que não é “foragido” e que está disposto a prestar depoimento à CPI da Covid.

Faria deveria ter prestado esclarecimentos aos senadores na semana passada, mas apresentou um atestado médico alegando “dores pélvicas”.  Horas depois, o médico que assinou o documento revogou o atestado.

“Esta semana mesmo comparecerei ao Senado para confirmar minha convocação e meu desejo de prestar todos os esclarecimentos à CPI”, disse Faria.

Seu depoimento está marcado para 15 de setembro. “Não é verdade que eu sou um ‘foragido’ da CPI. Sequer fui intimado”, disse Faria.

Leia na íntegra a nota oficial de Marconny Faria:

Diante das publicações de inverdades relacionadas à minha pessoa, inclusive que eu teria feito intermediação da venda de vacinas para o Ministério da Saúde, com o objetivo de ganhar R$ 5,00 por dose, sinto-me no dever de prestar os seguintes esclarecimentos:

Não negociei vacinas com o Ministério da Saúde ou com qualquer outra área do governo federal.

Quando nem ainda existiam vacinas para o COVID-19, conversei com uma colega, em maio do ano passado, sobre a possibilidade de viabilizar a venda de testes de covid entre entidades privadas.

Ela obteve o meu telefone com uma conhecida e me mandou algumas mensagens. Queria saber se poderíamos fazer parcerias com entes privados.

As tratativas, se fossem levadas adiante, poderiam gerar uma taxa de sucesso, proporcional ao volume de negócios e ao nosso trabalho.

Isso não dá o direito a ninguém de fazer acusações inverídicas. Não há qualquer referência nos diálogos a dinheiro público. Não há qualquer irregularidade nas tratativas entre as duas partes.

Com base em medida ilegal que apreendeu meu telefone celular em outubro de 2020, sem qualquer autorização judicial para a quebra do meu sigilo, estão divulgando indevidamente e conversas distorcidas a mim atribuídas.

Foram feitas distorções maldosas em relação às referências aos nomes da advogada Karina Kufa e Ana Cristina Valle (Ana Bolsonaro).

As duas não tiveram qualquer participação nas minhas atividades profissionais.

Também não é verdade que eu sou um “foragido” da CPI. Sequer fui intimado. Estou à disposição da comissão para prestar depoimento na data designada.

Esta semana mesmo comparecerei ao Senado para confirmar minha convocação e meu desejo de prestar todos os esclarecimentos à CPI.

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