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Longe das conversas para 2022, o MDB está zureta

Longe das conversas para 2022, o MDB está zureta
Foto: Diego Amorim/O Antagonista

Digamos que o MDB sempre esteve aí na política brasileira para se adequar aos cenários, com muita flexibilidade e malemolência.

Mas, desta vez, caciques do partido admitem uma preocupação real com o que estão considerando “uma completa falta de identidade e de horizonte”.

O Antagonista já noticiou que, às vésperas das eleições internas na Câmara e no Senado, a postura do MDB no governo de Jair Bolsonaro estava provocando fissuras internas. O partido, que tem dois líderes do governo — Fernando Bezerra Coelho, no Senado, e Eduardo Gomes, no Congresso –, não conseguiu decidir se continua se vendendo como independente ou se assume de vez a faceta governista.

Em 2018, segundo relatou a este site uma importante liderança da sigla, o partido não queria se associar ao “Centrão raiz” embarcando na candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), mas também não conseguia apostar abertamente na “aventura Bolsonaro”, embora muitos emedebistas tenham pulado para o barco do então candidato do PSL. No fim das contas, a cúpula da sigla topou lançar Henrique Meirelles, que injetou dinheiro na própria campanha e se divertiu um bocado — no mês passado, o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central deixou o MDB com planos de concorrer ao Senado em Goiás pelo PSD, de Gilberto Kassab.

Agora, a praticamente um ano e meio de um novo pleito nacional, ninguém no MDB tem a menor ideia do que o partido fará até lá — além de tentar eleger o maior número de congressistas, claro. A tendência é enfrentar resistências internas e não apoiar a reeleição de Bolsonaro, mas não há, pelo menos por enquanto, nenhum nome de peso da legenda participando das conversas do tal “centro democrático”. No sábado, O Antagonista publicou uma radiografia completa do jogo político para 2022.

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