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Luciano Hang acusa deputado de 'induzir STF a erro' para PF fazer busca e apreensão em sua casa

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O empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, foi à Justiça esta semana para acusar o deputado Nereu Crispim (PSL-SC) de “induzir o STF a erro” para incluí-lo no inquérito das fake news. Em petição encaminhada à Vara Cível de Brusque (SC), Hang diz que Nereu agiu por vingança e provocou um mandado de busca e apreensão em sua casa.

O dono da Havan é representado pelo escritório Leal e Varasquim Advogados e pede que o deputado pague R$ 250 mil de indenização por danos morais.

De acordo com o documento, Nereu Crispim se ofendeu com um post de Hang no Facebook reclamando de parlamentares que não compareceram à sessão de abertura do ano.

Em resposta, o deputado publicou, em 5 de fevereiro, um vídeo em suas redes chamando Hang de “babaca”, “mentiroso” e “palhaço de picadeiro”. “O senhor não ta sendo um brasileiro do bem, o senhor está lutando contra as Instituições que representam o povo brasileiro”, disse Nereu.

Ainda segundo a narração de Hang, Nereu Crispim foi ao Supremo “espontaneamente” para dizer que o dono da Havan “seria uma figura de destaque em movimento organizado para desestabilizar as instituições democráticas”. Mas sem apresentar provas do que dizia e nem descrever qual seria esse “papel de destaque”, de acordo com Hang.

“O réu induziu em erro o Supremo Tribunal Federal mediante depoimento falso contra o autor, desencadeando cautelar de busca e apreensão na residência do autor e investigação criminal perante a suprema corte por causa de uma inverídica e reprovável afirmação!”, diz a petição.

Para Hang, o depoimento “não passou de uma tentativa de vingança” por causa das críticas no post do início do ano, “visivelmente recebidas pelo deputado com grande desaprovação”.

Hang é investigado tanto no inquérito das fake news quanto no inquérito dos atos antidemocráticos. Ele é acusado de financiar postagens e manifestações de rua que ofendem ministros do Supremo e pregam ataques ao tribunal e ao Congresso.

Ele também é um dos principais apoiadores de Bolsonaro e é acusado de financiar o disparo em massa de mensagens no WhatsApp durante a campanha de 2018. O fato é investigado em ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral.

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