Mandetta, sobre possibilidade de vacinação em janeiro: "Vamos ver os resultados primeiro"

Mandetta, sobre possibilidade de vacinação em janeiro: “Vamos ver os resultados primeiro”
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, comentou com O Antagonista a declaração de Eduardo Pazuello de que em janeiro de 2021 “a gente começa a vacinar todo mundo” contra a Covid-19.

Mandetta lembrou que as vacinas precisam se provar na fase três e de duas doses para “dar nível elevado de anticorpos”.

O ex-ministro fez a seguinte conta:

“O Instituto Butantã consegue produzir 79 milhões de doses da gripe anual. A Fiocruz produz 40 milhões entre todas as vacinas. Se a [vacina] de Oxford for a opção, precisaríamos de 430 milhões para duas doses em todos.”

Mandetta defendeu que “devemos vacinar primeiro idosos e [pessoas dos] grupos de risco”: algo em torno de 80 milhões de doses, calculou ele.

“Se precisar da segunda dose, serão [necessárias] 160 milhões [de doses], com [aplicação em um] intervalo de 21 dias. O nosso SUS tem uma rede organizada e com capilaridade, o que nos dá uma vantagem para que a vacina chegue a todas as unidades de saúde. Vamos ver os resultados primeiro”, acrescentou.

Também entramos em contato com o ex-ministro Nelson Teich, mas ele não quis comentar a declaração de Pazuello.

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