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Luiza Frischeisen é a mais votada na lista tríplice para a PGR

Campanha foi marcada por críticas à omissão de Augusto Aras em responsabilizar Bolsonaro; expectativa interna é que presidente ignore novamente lista e reconduza o procurador-geral para mais 2 anos
Luiza Frischeisen é a mais votada na lista tríplice para a PGR
Fotos: PGR e ANPR

Com 647 votos, a subprocuradora Luiza Frischeisen obteve o primeiro lugar na lista tríplice da ANPR de indicados para a Procuradoria-Geral da República.

Foi seguida por Mario Bonsaglia, com 636 votos; e Nicolao Dino, com 587.

Opositores de Augusto Aras dentro da PGR, os três foram os únicos candidatos inscritos na votação realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República.

A campanha deste ano serviu para marcar posição contra o atual procurador-geral, cujo mandato termina em setembro, mas pode ser renovado com uma recondução.

Internamente, a permanência de Aras é dada como certa pelos três candidatos, todos críticos não só de sua gestão, mas sobretudo de sua ligação com Jair Bolsonaro.

A escolha do procurador-geral com base na lista tríplice não é imposta legalmente, mas era uma tradição, ignorada por Bolsonaro em 2019.

Nos debates realizados neste ano com a categoria, Bonsaglia, Dino e Frischeisen bateram na falta de empenho do procurador-geral para responsabilizar o presidente pela má condução do combate à pandemia.

Também apontaram o enfraquecimento da PGR perante o Supremo, que tem forçado o avanço de várias investigações contra integrantes do Executivo cujas investigações andam devagar.

É o caso dos inquéritos sobre a interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, dos atos antidemocráticos e um mais recente, sobre Ricardo Salles — todos relatados por Alexandre de Moraes.

Conheça, abaixo, o perfil de cada um dos subprocuradores:

Luiza Frischeisen

Membro do Ministério Público Federal há 29 anos. Em São Paulo, foi procuradora regional dos Direitos do Cidadão; titular de ofícios criminais; e integrou os conselhos Penitenciário e de Entorpecentes do estado. Chefiou a Procuradoria Regional da República da 3ª Região por dois períodos e atuou em investigações e ações penais originais no TRF3. Representou o Ministério Público da União no Conselho Nacional de Justiça entre 2013 e 2015.

Atualmente, exerce o segundo mandato no Conselho Superior do MPF. Foi coordenadora e atualmente integra a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal. Atuou como professora e coordenadora na Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU). Foi diretora da ANPR entre 2003 e 2007. Fez parte da lista tríplice para PGR em 2019. É bacharel em direito pela Uerj; mestre em direito do Estado pela PUC-SP; e doutora em direito pela Universidade de São Paulo.

Mario Bonsaglia

Desde 1991 no MPF, foi procurador regional eleitoral em São Paulo (2004-2008); integrou o Conselho Nacional do Ministério Público (2009-2013); coordenou a 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável pela área do controle externo da atividade policial e do sistema prisional (2014-2018).

Foi diretor da ANPR no biênio 1999-2001. Desde 2018, faz parte da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão, que trata de populações indígenas e povos tradicionais. Exerce seu terceiro mandato no Conselho Superior do MPF. Integrou as listas tríplices para PGR em 2015, 2017 e 2019. É graduado e doutor em direito pela Universidade de São Paulo (USP).

Nicolao Dino

Integra o Ministério Público Federal há 30 anos. Foi vice-procurador-geral Eleitoral; conselheiro no Conselho Nacional do Ministério Público (2007-2009); coordenador da Câmara de Combate à Corrupção do MPF; diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU); secretário de Relações Institucionais do MPF, entre 2013 e 2014; além de procurador regional Eleitoral e procurador regional dos Direitos do Cidadão.

Exerce seu segundo mandato no Conselho Superior do MPF e integra a Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF. É mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e professor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília. Foi presidente da ANPR entre 2003 e 2007.

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