Lula: “Aí chamei o Jaime do Pacu”

Em 23 de junho de 2009, num evento com Roberto Requião no Paraná, Lula contou como se envolveu pessoalmente no licenciamento das usinas do rio Madeira. No discurso, ele citou Jaime Brum, o Jaime do Pacu, que contou a O Antagonista ter doado os peixes para o lago do sítio de Atibaia.

Jaime também ajudou a escolher a propriedade.

“Eu lembro como se fosse hoje, a Dilma participou quando nós fomos aprovar o projeto da hidrelétrica do Rio Madeira, Santo Antônio e Juruá… Jirau. A briga, vocês não queiram imaginar, não queiram imaginar o que nós perdemos de meses discutindo os grãos de areia que estavam no fundo do rio. Quando nós resolvemos o problema da areia, me chega outro e diz dos peixes, que tinha muito bagre e que os bagrinhos não iam conseguir nadar.

“E peguei um companheiro nosso, Requião, lá de Campo Grande, o Jaime, do projeto Pacu, que é o maior criador de peixe hoje, em cativeiro, no Brasil, e ele cria todos esses bagres lá no rio Madeira, onde a gente está fazendo a hidrelétrica, em cativeiro. E eu tenho lá no lago do Alvorada, não no lago grande, o lago pequeno lá dentro, eu tenho peixe de 20 quilos. Então, conseguimos. Conseguimos finalmente.”

Questionado por O Antagonista, Jaime Brum disse que, por ser especialista em piscicultura, foi chamado para ajudar na etapa final, “extremamente decisiva”, do licenciamento. “E a gente deu o embasamento técnico”, diz.

Jaime completou: “Meu papel foi levar de certa forma um caminho técnico para resolver aquilo lá. Sei que o Lula depois atribuiu o licenciamento ambiental a minha clareza e serenidade.”