Lula, Odebrecht, a Petrobras e o mico

A amizade entre Lula e Emílio Odebrecht fez com que a compra da Copesul acabasse capitaneada pela Braskem (leia mais aqui, aqui e aqui).

Assim, em outubro de 2007, a Braskem, do grupo Odebrecht, representando a Petrobras e o Grupo Ultra (que haviam iniciado a operação), concluiu o negócio de R$ 1,3 bilhão, comprando a Copesul (mas não só ela) do Grupo Ipiranga.

A repartição dos ativos da Ipiranga entre Braskem, Ultra e Petrobras ficou assim:

– A Braskem ficou com a Copesul, a joia da coroa, justamente a que motivou as negociações por parte da Petrobras e do Ultra;

– O Grupo Ultra ficou com a rede de postos Ipiranga das regiões Sul e Sudeste, o filé do país;

– A Petrobras ficou com os postos de combustível das regiões Norte e Nordeste, além de 33% da Refinaria Riograndense, um péssimo ativo, que o Grupo Ipiranga empurrou na venda junto com a Copesul e os postos de combustíveis.

A Refinaria Riograndense era ultrapassada, tinha pesados passivos ambientais e era pequena, ou seja, não era competitiva. Mas a Petrobras ficou também com alguns assentos no conselho de administração e na diretoria executiva da Braskem.

Esses assentos, no entanto, não tinham qualquer representatividade decisória na empresa, segundo afirmou o advogado da estatal Fernando Sá, que depôs a procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Sá posicionou-se contra o negócio, alegando que a Petrobras sairia prejudicada. Paulo Roberto Costa, porém, responsável pela área petroquímica, deu outro jeito (assunto para o próximo post).

Resumindo: a Petrobras ficou com o mico na mão.

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