Lula, Odebrecht e a aquisição da Copesul

A concentração do setor petroquímico é, definitivamente, um caso a ser esclarecido pela Lava Jato.

Lula, Emílio e Marcelo Odebrecht apostam na complexidade do setor e das operações realizadas durante os dois primeiros mandatos petistas para que os acordos espúrios relacionados à Braskem não venham à tona.

A Lava Jato, porém, tem investigadores competentes tanto na Polícia Federal, quanto no Ministério Público. E O Antagonista também se empenhará em ajudar, exumando cadáveres, como a aquisição da Copesul.

No início dos anos 2000, a Copesul (instalada em Triunfo, no Rio Grande do Sul) era uma espécie de joia da coroa entre as centrais petroquímicas do país.

Construída depois da Petroquímica União (SP) e da Copene (BA), era mais avançada que ambas. Lembrando que a Braskem havia sido criada em 2001, com a aquisição da Copene (renomeada de Braskem) pelos grupos Odebrecht e Mariani, contando com o apoio de fundos de pensão estatais.

A Copesul, por sua vez, era controlada pelo Grupo Ipiranga.

Em 2006, a Petrobras e o Grupo Ultra iniciaram uma negociação para comprar a Copesul. Na época, a Petrobras tinha uma pequena participação na empresa, regra estabelecida no governo o governo Collor, que permitia à estatal deter até 15%, no máximo, de companhias do setor petroquímico.

Muito bem, Petrobras e Ultra queriam comprar a Copesul, a então joia da coroa do setor petroquímico nacional, mas Emílio Odebrecht descobriu o plano da Petrobras. Foi aí que a “amizade” falou mais alto.

Odebrecht ligou para Lula e “pediu” que a Braskem também entrasse no negócio, junto com a Petrobras e o Grupo Ultra.

Lula, como bom amigo, mandou que a Petrobras incluísse a Braskem na compra da Copesul.

José Sérgio Gabrielli de Azevedo já era presidente da estatal. Paulo Roberto Costa era diretor de Abastecimento, diretoria sob a qual era subordinada a Petroquisa, subsidiária que concentrava os ativos petroquímicos da estatal.

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