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Mais 'boiadas' no Fundo Nacional do Meio Ambiente

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O ministro Ricardo Salles assinou o novo regimento interno do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente, publicado nesta sexta-feira (7) no Diário Oficial.

O novo texto tem várias mudanças importantes em relação ao anterior, que vigorava desde 2011.

A primeira delas está na composição, já determinada em decreto anterior. Em fevereiro deste ano, o presidente Bolsonaro assinou decreto que excluiu do conselho os representantes da sociedade civil.

Participavam representantes de entidades como Associação Brasileira de Entidades do Meio Ambiente, o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Ficaram de fora.

O novo conselho tem apenas seis integrantes, todos do governo.

Avaliar os projetos pode ficar mais difícil. No texto anterior, os conselheiros podiam “solicitar passagens e diárias para avaliação de projetos afetos ao FNMA, visando subsidiar o processo decisório”. Esse texto foi removido na nova redação.

Na verdade, agora, “caberá aos órgãos e às entidades que compõem o Conselho Deliberativo do FNMA arcar com as despesas relativas à participação de seus representantes”.

A frequência das reuniões também foi reduzida. Antes, o conselho deveria fazer reuniões ordinárias “três vezes ao ano”. Agora as reuniões ocorrerão “semestralmente”.

O texto sobre conflitos de interesse também ficou menor.

O regimento de 2011 era bem específico: “É vedada a participação de conselheiro em todas as etapas de avaliação e julgamento de projeto apresentado por instituição da qual seja representante, ou instituição na qual atue cônjuge, companheiro(a) ou parente e afins até o terceiro grau do conselheiro”.

A nova redação é mais prosaica: “O membro do Conselho Deliberativo deverá abster-se de votar em projetos que envolvam matérias sobre as quais haja qualquer tipo de interesse pessoal”.

De acordo com o Portal da Transparência, o Fundo Nacional do Meio Ambiente tem despesas previstas de R$ 33,6 milhões para 2020. Até hoje, a execução foi zero.

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