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Mais Ciro Nogueira, menos Paulo Guedes

Reforma fisiológica que levou o líder do Centrão à Casa Civil de Bolsonaro sinaliza um esvaziamento do superministro da Economia
Mais Ciro Nogueira, menos Paulo Guedes
Foto: Adriano Machado/Crusoé

A reforma fisiológica que levou Ciro Nogueira à Casa Civil e recriou o Ministério do Trabalho sinaliza o esvaziamento do superministro Paulo Guedes, que há tempos abandonou a agenda liberal da campanha.

Assim como ocorreu com o combate à corrupção, o governo de Jair Bolsonaro já não se sustenta nos dois pilares que serviram à sua eleição — optou por agarrar-se ao ‘toma lá, da cá’.

“Esses sinais externos de esvaziamento são apenas isso, sintomas. O cerne do momento vivido pelo ministro da Economia é que a sua política, aquela reformista, liberal, privatizante, vendida na campanha e até hoje enunciada em entrevistas cada vez mais desprovidas de capacidade de convencer mesmo os dispostos a acreditar, morreu na bacia das almas do pragmatismo político”, diz Vera Magalhães no Globo.

Para ela, “Bolsonaro nem tenta mais disfarçar”.
“As tarefas de um Guedes subalternizado em relação ao Centrão serão pagar a conta do Bolsa Família, se possível encontrar uma mágica para conter a inflação de itens básicos, como combustíveis, gás e conta de luz, e fazer vista grossa a um possível jogo de cena no ‘veta, não veta’ ao fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Tudo isso dentro de um Orçamento já capturado pelo mesmo Centrão, que administra uma gorda fatia por meio das emendas do relator — outra excrescência que Guedes topou metabolizar porque o chefe assim decidiu.”
 

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