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Mais de 50 pesquisadores da Capes renunciam

Órgão do MEC é responsável pela pós-graduação no Brasil; profissionais criticam pressão para acelerar abertura de cursos e para aprovar ofertas a distância
Mais de 50 pesquisadores da Capes renunciam
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Um grupo de pesquisadores ligados à Capes (foto), órgão do MEC responsável pela pós-graduação no Brasil, pediu renúncia coletiva.

Segundo a Folha, eles apontam pressão para acelerar ações para abertura de novos cursos, para aprovar ofertas de ensino a distância (EAD) e um suposto descaso da liderança da entidade na retomada da avaliação dos programas.

Nesta segunda-feira (29), três coordenadores e 28 consultores da área de avaliação de matemática/probabilidade e estatística assinaram uma carta de renúncia. Na semana passada, três coordenadores da área de astronomia/física e outros 18 consultores desse grupo já haviam anunciado seu desligamento, somando 52 pessoas.

Na carta desta segunda, os pesquisadores criticam a Capes por tentar acelerar o procedimento para abertura de cursos de pós-graduação sem que a avaliação quadrienal tenha sido finalizada. Os coordenadores de astronomia e física, por sua vez, reclamaram da “incompreensível pressa em (…) definir um formato para cursos de PG [pós-graduação] por EAD”.

O pedido de renúncia no órgão ocorre pouco depois de 37 servidores do Inep, que promove o Enem, pedirem desligamento de seus cargos após denúncias de assédio moral e pressão para alterar o conteúdo da prova.

Nomeada por Milton Ribeiro em abril, a atual presidente da Capes, Claudia Mansani Queda de Toledo, foi reitora do centro universitário pertencente à sua família em Bauru, onde o ministro da Educação se formou. Já nomeou uma aluna de doutorado para a diretoria internacional da entidade e foi acusada de plágio em sua dissertação de mestrado.

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