MAIS RENAN

A Época também traz reportagem sobre Milton Lyra, lobista ligado a Renan Calheiros. Lyra teria usado um pequeno advogado de São Paulo, chamado Flávio Calazans, para intermediar propina de empresas para o PMDB.

“Calazans é peça de uma engrenagem que, de um lado, recebia dinheiro de grandes grupos empresariais em boa parte até agora desconhecidos e, depois, repassava a empresas de fachada, apontadas como dutos para o pagamento de propina para políticos. Entre 2013 e 2015, passaram mais R$ 20 milhões pela conta de Calazans. O auge foi justamente o aquecido período eleitoral de 2014, quando o petrolão alimentava os caixas de campanha.”

Dentre as empresas que fizeram repasses, estão Hypermarcas e sua subsidiária Brainfarma, a Inframérica (sócia da Engevix), que administra o aeroporto de Brasília, o BMG, o grupo Marquise (que tem ampla atuação no Ceará e em Alagoas), EcoOsasco e três empresas ligadas a Edson Bueno, fundador da Amil: os hospitais 9 de Julho, Clínicas de Niterói e uma imobiliária. Calazans recebeu repasses de quatro terminais em Santos, Vitória e Paranaguá.

Caminho tortuoso, endereço certo (Foto: ÉPOCA)

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