Mandetta, a Ferrari do vírus e a carroça da vacinação

Mandetta, a Ferrari do vírus e a carroça da vacinação
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Em entrevista ao Estadão um ano após o registro do primeiro caso da Covid-19 no Brasil, Luiz Henrique Mandetta disse ver o país como uma nau sem rumo, o SUS destruído e a situação do Brasil cada vez mais grave na pandemia —ontem, foi ultrapassada a marca de 250 mil mortes.

“A cepa mais transmissível [do novo coronavírus] anda de Ferrari. Já a campanha de vacinação vai de carroça”, afirmou o ex-ministro da Saúde.

Mandetta disse ter percebido a gravidade da doença durante o Fórum de Davos, em janeiro de 2020, quando viu a cúpula da OMS rachada sobre declarar ou não uma emergência global. Ele voltou a criticar a entidade pela demora em confirmar a pandemia.

Demitido em 16 de abril após uma série de conflitos com Jair Bolsonaro, o ex-ministro alegou ter alertado o presidente sobre o tamanho da crise —mas, segundo ele, Bolsonaro estava “na vibe do Trump” e tratou com desdém os alertas.

Mandetta declarou ainda que não faria nada diferente no cargo, incluindo liberar a primeira orientação de uso da cloroquina em pacientes de Covid-19. E disse que vai participar “ativamente” das eleições de 2022, “como eleitor, cidadão ou candidato”, mas em caminho diferente da “esquerda equivocada” e do “Bolsonaro desequilibrado”.

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