Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

“Manifestações de Bolsonaro não afetam o ânimo da Aliança”, diz vice-presidente do partido

Para Luís Felipe Belmonte, a sigla terá condições de homologar todas as assinaturas necessárias até abril do ano que vem e estará apto a disputar eleições
“Manifestações de Bolsonaro não afetam o ânimo da Aliança”, diz vice-presidente do partido
Reprodução/Facebook/Luis Felipe Belmonte

O vice-presidente do Aliança pelo Brasil, Luís Felipe Belmonte, afirma em entrevista a O Antagonista que o partido não vai depender das mobilizações de Jair Bolsonaro para sair do papel. Agora, a Aliança vai se vender como uma sigla que surgirá a partir da mobilização de um “grupo de conservadores”.

No início de outubro, o presidente da República descartou, em conversa com apoiadores, qualquer possibilidade de se filiar à Aliança. Quando ele foi questionado sobre o partido, foi enfático: “Esquece! É impossível. Zero chance de se formar a Aliança.”

Belmonte, por sua vez, diz que esse tipo de manifestação não afeta o ânimo dos militantes do partido. Ele reconhece que Bolsonaro, apesar de ainda estar registrado como presidente da sigla, não está mais em seus planos.

Leia os principais trechos da entrevista:

Vice-presidente, como está o processo de coleta de assinatura para a formação da Aliança pelo Brasil?

Nós estamos trabalhando bastante, dentro do prazo, e a velocidade [de coleta de assinaturas] está boa. Se estaremos aptos ou não para disputar as eleições, isso vai depender dos cartórios eleitorais. Eles precisam analisar as fichas [de filiação] em tempo hábil. Mas a nossa parte, nós estamos fazendo.

Belmonte, o presidente da República disse que não conta mais com a Aliança. Ele também é carta fora do baralho para vocês?

Já tem mais de um ano que o presidente deixou de apostar na criação da Aliança para os interesses dele. Agora, esse trabalho está sendo feito pelo grupo de conservadores que está tocando o projeto. Por pessoas que acreditam ser possível se constituir uma legenda de fato conservadora. O presidente está falando isso [que não conta com a Aliança] há mais de um ano.

Mas esse tipo de manifestação de Bolsonaro não tira o ânimo da militância? 

De forma alguma. [Essa manifestação] Mina o ânimo apenas daqueles que seguirão Bolsonaro para onde ele irá. Esse pessoal vai para onde ele for. Agora, as pessoas que querem de fato fazer um partido conservador, não vão desistir da ideia. Dizem que o presidente vai para o PP. Agora veja: uma coisa é ele ir; outra coisa é o grupo de parlamentares que o apoia conseguir legenda. Alguns conseguirão, outros não. Vai ser difícil se compatibilizar certos interesses: partidários e ideológicos. Assim, tem parlamentares que ainda manifestam interesse [na Aliança] e vamos continuar trabalhando. Agora, de fato, temos um grande desafio. Se haverá tempo para se criar o partido, isso não sei.

Mas o prazo está bem apertado. Vai dar tempo?

Nos temos até abril do ano que vem. Como tivemos 4 meses de paralisação [por conta da pandemia de Covid], nosso prazo vai até abril, que é o prazo eleitoral. É também o tempo necessário para se criar diretórios e adotar outras providências para que esteja tudo esteja ok.

E o número de assinaturas? Vai dar tempo de coletar as 500 mil necessárias?

Nós já temos 140 mil assinaturas aptas, homologadas pelo TSE. Vamos incluir mais 100 mil agora e temos mais 130 mil prontas para serem registradas. Estamos indo bem e nossa capitação segue em um ritmo bem célere, principalmente agora. Sendo realista, temos condições matemáticas de completar a coleta e homologação das assinaturas.

Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO