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Marcelo Miller diz que virou réu "por encomenda"

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Marcelo Miller, réu por corrupção no imbróglio da delação da JBS, foi entrevistado pela Veja.

Ele negou que tenha trabalhado dos dois lados do balcão ao mesmo tempo (como procurador e informante/defensor de Joesley Batista) — e que tenha mandado gravar Michel Temer no Palácio do Jaburu. Diz que o fato de ter virado réu foi “encomenda”.

Eis um trecho da entrevista à revista:

“Encomenda de quem? Da pressão para que se encontrem culpados. Pressão da mídia, do governo, do Ministério Público.

O senhor errou em algo? Não devia ter começado a trabalhar na iniciativa privada antes que as férias no MP se encerrassem. Isso facilitou a criação de versões manipuladas. Mas isso não é crime. Eu estava fora.

Foi o senhor quem teve a ideia de pôr o empresário Joesley Batista gravando o presidente Michel Temer? Nunca mandei gravar ninguém. Criou-se uma mística em torno do meu nome porque participei de algumas delações que envolveram gravações (refere-se às delações de Sérgio Machado e de Nestor Cerveró). O que as pessoas não dizem é que não fui eu quem inventou a gravação como meio de prova. Na operação Caixa de Pandora, o Durval Barbosa gravou meia Brasília, inclusive o ex-governador José Roberto Arruda. E eu não participei disso. As pessoas também não se lembram do Silval Barbosa, que gravou todo mundo em Mato Grosso. Repito: nunca mandei gravar ninguém.

Quando o senhor soube da gravação? Soube no início de abril, quando estava embarcando para uma viagem aos Estados Unidos. E minha reação foi de espanto. Arregalei os olhos e falei um palavrão.”

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