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Marconny Faria nega ter atuado por vacinas e confirma vínculo com filho 04 de Bolsonaro

Empresário disse que vínculo com a Precisa ocorreu por “conversas de WhatsApp” durante 30 dias. Ele foi sondado para fazer "lobby político"
Marconny Faria nega ter atuado por vacinas e confirma vínculo com filho 04 de Bolsonaro
Foto: Pedro França/Agência Senado

Ao longo de seu depoimento à CPI da Covid, Marconny Faria negou participação nas negociações entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para a importação da vacina Covaxin e admitiu vínculos com Jair Renan, filho 04 do presidente Bolsonaro.

Faria disse que conheceu o filho do presidente há aproximadamente dois anos, que usou o camarote de Jair Renan no estádio Mané Garrincha para promover a sua festa de aniversário e que indiciou o contador responsável pela abertura da empresa de eventos do 04.

Em novembro do ano passado, Jair Renan abriu a empresa “Bolsonaro Jr Eventos e Mídia”, com capital social de R$ 105 mil.

“Ele queria criar uma empresa de ‘influencer’ [criação de conteúdo digital] e aí eu só apresentei para um colega tributarista que poderia auxiliar na criação dessa empresa”, declarou Faria.

O lobista negou conhecer outros integrantes da família Bolsonaro, como o presidente da República e os filhos Carlos, Flávio e Eduardo. Mas reconheceu que conhece Ana Cristina Valle, mãe de Jair Renan. Faria usou o direito ao silêncio quando questionado sobre a atuação de Cristina Valle na indicação de pessoas para cargos no governo federal.

Sobre a relação dele com a Precisa, Faria alegou que seu vínculo se deu por “conversas de WhatsApp” durante 30 dias. Ele disse que foi sondado para fazer “lobby político” para ajudar a empresa de medicamentos em uma licitação para compra de testes rápidos contra Covid, que estava em andamento no Ministério da Saúde. O certame não foi concluído. Faria negou que tenha recebido pagamentos pelo trabalho.

O empresário afirmou que não atuou em favor da Precisa nas tratativas pela compra da vacina Covaxin ou que tenha conversado com parlamentares.

“O que o extrato das minhas conversas demonstra é que tenho ótimos amigos. Se eu fosse lobista, eu seria um péssimo lobista. Jamais consegui transformar minhas amizades em contratos”, disse Faria.

Apesar disso, os senadores exibiram uma conversa de WhatsApp em que ele falava que tinha um senador que o ajudaria a “desatar nós” no Ministério da Saúde sobre a licitação de testes rápidos. Questionado pelos integrantes da CPI sobre o nome do congressista, Faria preferiu ficar em silêncio.

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