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Mario Sabino, na Crusoé: "A fome"

"À exceção de poucos, estamos insensíveis a ela, assim como nos tornamos — se é que não sempre fomos — insensíveis à corrupção, à criminalidade"
Mario Sabino, na Crusoé: “A fome”
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

“Fome não é drama pessoal, é tragédia nacional”, diz Mario Sabino, em sua coluna desta sexta-feira (15) na Crusoé.

“Mas, à exceção de poucos, estamos insensíveis a ela, assim como nos tornamos — se é que não sempre fomos — insensíveis à corrupção, à criminalidade, à ignorância, à incompetência, à paisagem de devastação das nossas cidades, nas quais o número de favelas dobrou nos últimos dez anos, outro espanto recém-noticiado. E, na nossa insensibilidade, nos deixamos conduzir por gente que, perversamente, aproveita-se da fome de tantos como nós, para fechá-los em currais eleitorais, em troca de comida, e assim perenizar o círculo vicioso. Para essa gente, a fome não é zero e fornece muitos zeros. ‘Um homem com fome não é um homem livre’: li essa frase de um político americano há alguns anos. Não me lembro do nome do político, mas ela resume como a fome é prisão. Quando se tem fome, mais do que nos dobrarmos sobre o estômago, dobramo-nos ao estômago. É ele o nosso carcereiro. É ele o nosso vaqueiro.”

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