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Mario Sabino: O humor de Deus

Mario Sabino: O humor de Deus
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

Em sua coluna para a Crusoé que foi ao ar nesta sexta (28), Mario Sabino conta como a recente brincadeira do papa Francisco sobre o Brasil fez com que ele se lembrasse de uma conversa com outro jesuíta, o padre italiano GianPaolo Salvini:

“Eu o conheci em 1996, quando fui enviado a Roma para fazer uma reportagem especial sobre o estado de saúde de João Paulo II. Salvini me recebeu para uma conversa na sede de La Civiltà Cattolica, a revista mais antiga escrita em italiano, fundada por jesuítas em 1850, e que ele dirigia. A sede de La Civiltà Cattolica é uma construção vetusta plantada na Via della Porta Pinciana, paralela a Via Veneto. Como os jesuítas são os soldados da fé, as suas construções se querem vetustas, como a de Sant’Ignazio di Loyola, em Campo Marzio, igreja de um barroco envergonhado, mas inevitavelmente esplêndido.

Salvini exibia todas as qualidades de um jesuíta (e talvez tivesse os defeitos, que não me foram dados ver). Soldado da fé exemplar, as suas armas pertenciam ao arsenal do intelecto. E, entre elas, estava o humor. Na nossa primeira conversa, ao comentar a quantidade espantosa de viagens internacionais de João Paulo II, ele disse: ‘Nós o chamamos de Giovanni Paolo Fuori Le Mura’ (apelido que faz alusão à Basílica de San Paolo Fuori Le Mura). Em italiano, soa muito engraçado. Foi Salvini também que me ensinou quais eram os mandamentos da Cúria Romana, o caviloso aparato burocrático do Vaticano: ‘Não pense; se pensar, não fale; se falar, não escreva; se escrever, não publique; se publicar, não se arrependa’.”

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