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Mario Sabino: Os hormônios de 1968

Mario Sabino: Os hormônios de 1968
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

Em sua coluna na Crusoé que foi ao ar nesta sexta (30), Mario Sabino comenta a extradição, da França para a Itália, de dez antigos integrantes de organizações terroristas de extrema esquerda que escaparam para território francês nos anos 1980.

“Todos se beneficiaram da ‘doutrina Mitterrand’, de 1985, uma excrescência saída da cachola do então presidente francês François Mitterrand, ícone do Partido Socialista, segundo a qual a França poderia abrigar ativistas da esquerda italiana que tivessem renunciado ao terrorismo e sem crime de sangue na ficha corrida. Foi uma bofetada na cara da Justiça da Itália, alvo de campanha maciça da esquerda francesa, que a acusava de cometer arbitrariedades. Na verdade, o que a Justiça italiana fez foi usar de delações premiadas (pois é), prisões preventivas alongadas (pois é) e processos à revelia, para deter a escalada terrorista que já durava mais de uma década, inclusive com o assassinato do ex-primeiro-ministro da Itália Aldo Moro, sequestrado e executado pelas Brigadas Vermelhas em 1978, após passar pela farsa de um ‘tribunal popular’ conduzido pelos terroristas. A festinha estudantil de maio de 1968 na França traduziu-se em pesadelo criminal na Itália. Nos ‘anos de chumbo’ italianos, durante os quais a extrema direita também aproveitou a deixa para trucidar inocentes, como no atentado na estação ferroviária de Bolonha em 1980, não havia champanhe ou caviar. Havia cadáveres excelentes.”

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