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Mario Sabino: sejamos ingênuos e fanáticos

'O Centrão chegou ao coração do governo porque Jair Bolsonaro quer evitar o impeachment'
Mario Sabino: sejamos ingênuos e fanáticos
Foto: Renzo Fedri/O Antagonista

Em sua coluna desta sexta-feira (23) na Crusoé, Mario Sabino comentou a escolha do cacique do PP Ciro Nogueira para ser ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e a entrega do governo para o Centrão.

“A sua entrega de corpo e alma (se é que Jair Bolsonaro a tem) ao Centrão nada tem a ver, portanto, com ‘governabilidade’, palavrona costumeiramente evocada pelos inquilinos do Planalto que fizeram os seus pactos com os suspeitos de sempre.”

Fernando Henrique Cardoso foi o único que tentou dar explicação filosófico-política ao seu amálgama com certo coronelato, quando era presidente da República. No livro A Arte da Política, lançado em 2006, ele evoca os conceitos de ‘ética da convicções’ e de ‘ética da responsabilidade’, ao abordar o tema.”

Max Weber diferenciava ‘a ética da convicções’ — o conjunto de valores que molda a ação do político na esfera privada, em consonância com os fins últimos de uma moral social — da ‘ética da responsabilidade’, que direciona as suas decisões no âmbito da sua atuação cotidiana, visando ao bem geral. Essa diferenciação existe, mas só até certo ponto. Não é passe livre para ligar-se indissociavelmente à malta, ou se estaria no âmbito do fim que justifica os meios — que é onde nos encontramos desde há muito.”

Leia a coluna completa aqui.

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